Sindicato das Seguradoras
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Evento reuniu cerca de 400 participantes em confraternização do setor, em São Paulo

Celebrando a posse dos conselhos, presidentes e diretorias da CNseg, Fenseg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap para o triênio 2019/2022, foi realizado em 9 de abril, em São Paulo, um coquetel, seguido de jantar, reunindo cerca de 400 representantes de seguradoras e resseguradoras, além de autoridades do governo e da iniciativa privada.

Entre as autoridades presentes, vale destacar a presença do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo; do subsecretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Pedro Miranda e do Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, além de representantes do Poder Legislativo. O evento também contou com a presença do presidente do Sindseg SP, Mauro César Batista, e do presidente da Fenacor, Armando Vergílio. Também estiveram presentes ao evento o presidente do Sindseg N/NE, Múcio Novaes Cavalcanti; o presidente do Sindseg RJ/ES, Roberto de Sousa Santos; o presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF, Augusto Frederico Costa Rosa dos Matos; e o presidente do Sindseg BA/SE/TO, João Nóbrega Interaminense Júnior.

A revolução silenciosa do setor segurador

Em seu discurso, o presidente reeleito da CNseg, Marcio Coriolano, destacou as principais conquistas da gestão que se encerra, que foram a reestruturação da governança, ancorada pela diretoria e em comitês deliberativos; o fortalecimento das ferramentas de gestão, mitigando riscos e reduzindo custos; e a prioridade para a valorização e profissionalização dos quadros da CNseg, com ênfase no Programa de Avaliação de Desempenho. Segundo ele, apesar de o período entre 2015 e 2018 “não ter sido nada trivial”, com o PIB tendo crescido apenas 1,2%, o setor segurador conseguiu avançar 4,5% em termos reais, alcançando R$ 1 trilhão em provisões técnicas.

Afirmando que o setor vive uma “revolução silenciosa”, Coriolano destacou o crescimento heterogêneo entre os vários ramos de seguros; o novo escopo da concorrência setorial; o aumento do nível de solvência do setor; a melhoria dos indicadores de eficiência operacional das associadas; o incremento da inovação e do progresso tecnológico; os novos modelos de integração dos canais de distribuição e o protagonismo dos consumidores na atividade.

Mas mirando para frente, afirmou que esse novo mandato, além de mais desafios, traz imensas oportunidades, tanto pela convergência de visões com a ANS e a Susep, como pela maior ênfase na desregulamentação, na desburocratização e no estímulo à competição anunciados pelo ministro da Economia.

E ainda referindo-se às autoridades públicas, Coriolano citou o documento “Propostas do Setor Segurador para 2019/2022”, produzido pela Confederação das Seguradoras como uma visão do setor para o progresso do mercado, afirmando que será revisado pelo novo Conselho Diretor para atualização das medidas na direção do quadro mais recente das reformas.

Por fim, disse que pretende implementar mudanças que consolidem as funções executivas da CNseg em moldes empresariais, assumindo o desafio de presidir uma diretoria-executiva supervisionada por Conselho de Gestão com atributos amplamente reconhecidos. Disse, também, que, tanto ele, como os colegas diretores Alexandre Leal, Luiz Tavares, Míriam Miranda, Paulo Annes e Solange Beatriz trabalharão para estarem à altura dos desafios.

Otimismo no segmento de Seguros Gerais

Dizendo-se otimista com as perspectivas para os Seguros Gerais, que engloba riscos ao patrimônio e responsabilidades, o presidente da FenSeg, Antonio Trindade, afirmou que o segmento caminha para um cenário de crescimento sustentado nos próximos anos, devendo se beneficiar da recuperação econômica, da Reforma da Previdência em tramitação, dos novos investimentos federais, dos projetos de infraestrutura e das concessões no setor público. Já para 2019, prevê uma expansão na casa de dois dígitos.

Trindade lembrou que os Seguros Gerais retornaram à sociedade cerca de R$ 36,2 bilhões em forma de indenizações em 2018 e são responsáveis por diversas coberturas que abrangem amplo leque de produtos, que vão de automóveis e satélites, passando por residências e grandes obras de infraestrutura, até a produção agrícola do interior do Brasil. Ele ainda afirmou que o segmento é um parceiro para concretizar a agenda social e econômica do País ao proteger a população de toda a espécie de riscos e desonerar o orçamento do Estado.

Elencando algumas prioridades da FenSeg para o próximo triênio, destacou o incentivo ao Seguro Auto e, particularmente, o Seguro Auto Popular; os seguros de Riscos Cibernéticos e o de Responsabilidades, principalmente o D&O. “As carteiras de seguro Residencial e Condomínio também estarão em evidência, assim como o Seguro Rural e os ligados à infraestrutura”, afirmou.

Entretanto, para que o mercado brasileiro de seguros atinja todo o seu potencial, disse o presidente da FenSeg, ainda é preciso avançar na desregulamentação do setor e na política de desoneração do Estado, além de enfrentar os desafios relacionados à retomada do desenvolvimento econômico e seu impacto na recuperação da taxa de empregos, em  investimentos em infraestrutura, em concessões e privatizações e no aumento da oferta de crédito e da venda de bens.

A necessidade da reforma da Previdência para o desenvolvimento sustentável

“O Brasil está diante de desafios monumentais e precisará fazer reformas profundas para reencontrar seu caminho”, afirmou o presidente da FenaPrevi,  Jorge Pohlmann Nasser. No contexto da Reforma da Previdência Social, disse que a discussão já não pode ser se ela deve ou não ser feita, mas, sim, qual a reforma possível e a amplitude necessária para recolocar o Brasil na rota de desenvolvimento sustentável.

Nasser lembrou que a FenaPrevi deu sua contribuição para essa discussão ao apresentar sugestões para a Reforma da Previdência através do trabalho realizado em parceria com a FIPE, CNseg, ABRAPP e ICSS, destacando a importância do papel da Previdência Complementar como parte de um modelo moderno e equilibrado de Previdência para o Brasil.

Em relação ao segmento de Seguro de Pessoas, destacou o potencial do Seguro de Vida Universal e a necessidade de adaptar os produtos para a dinâmica da nova economia, embasada na especialização da distribuição, na evolução da oferta e no ambiente digital.

“Continuaremos acreditando na importância da manutenção de princípios básicos, consolidados ao longo de nossa história, como a observância de contratos, o respeito aos direitos de nossos participantes e segurados e da inovação com responsabilidade”, concluiu.

Escalada de custos da saúde em ritmo bem superior ao aumento da renda e da inflação geral

Reafirmando seu compromisso com a continuidade do trabalho liderado pelos presidentes anteriores da FenaSaúde, que deram à entidade posição de destaque e credibilidade no setor, o novo presidente da Federação de Saúde Suplementar, João Alceu Amoroso Lima, disse que  o principal desafio de 2019 é o da escalada de custos em ritmo bem superior ao aumento da renda e da inflação geral. Desafio, este, que também é observado nas principais economias mundiais, independentemente dos modelos adotados em seus sistemas de saúde e é potencializado pelos impactos associados aos avanços tecnológicos, à mudança dos perfis epidemiológico e etário da população, à excessiva judicialização, além de fraudes, desperdícios e ineficiências, entre outras razões.

Diante desse cenário desafiador, o João Alceu elencou algumas medidas em prol da sustentabilidade do segmento, com destaque para a adoção de programas de Atenção Primária à Saúde; a implementação de novos modelos de remuneração que incentivem a melhoria da qualidade da assistência; a tipificação criminal da fraude contra o sistema de saúde suplementar; novas regras de reajustes e revisão técnica das carteiras de planos individuais; mudança de regras para incorporação de novas tecnologias e o fortalecimento de mecanismos de coparticipação e franquias e de Análise de Impacto Regulatório, entre outras.

Concluindo, disse que, mesmo diante de um cenário crítico, os planos e seguros de saúde continuam a ser uma das maiores aspirações dos brasileiros, perdendo apenas para educação e casa própria, e que o segmento pode contribuir de forma mais contundente, não apenas para a promoção da saúde e prevenção de doenças dos cidadãos, mas também para um ambiente favorável ao crescimento e desenvolvimento econômico e social do Brasil, desonerando o orçamento público, promovendo emprego, atraindo investimentos e gerando renda.

Capitalização, conjunto de soluções de negócios com sorteios, em atendimento às novas demandas dos consumidores

Lembrando que assume a presidência da FenaCap no ano em que a capitalização completa seu nonagésimo aniversário no Brasil, o presidente da Federação de Capitalização, Marcelo Farinha, apresentou um histórico da evolução do segmento, que nasceu na França em 1850 e, devido à sua simplicidade e apelo lúdico, encontrou no Brasil e no brasileiro campo fértil para prosperar.

Abordando os tempos atuais, lembrou que 2018 foi particularmente importante devido à revisão e consolidação do marco regulatório do segmento, que trouxe mais segurança jurídica para as partes e transparência nas relações de consumo.

Marcelo Farinha também destacou o posicionamento estratégico da Capitalização, que evoluiu de um estágio em que os produtos eram apenas instrumentos para se guardar dinheiro e concorrer a prêmios, atingindo um novo patamar, que consiste na oferta de um conjunto de soluções de negócios com sorteios, em atendimento às novas demandas dos consumidores.

E olhando para o futuro, o presidente da FenaCap enumerou os principais pontos da agenda da Federação, que são o reforço da disseminação da importância social e econômica da capitalização; o fortalecimento da percepção de valor dos produtos por meio de ações estruturadas de comunicação; o estreitamento do relacionamento com o órgão regulador e demais públicos de interesse; a valorização das boas práticas comerciais e o fortalecimento da participação das associadas e da atuação das comissões técnicas.

União para combater o mercado marginal

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, saudou os membros da CNseg e Federações eleitos, lembrando toda a contribuição já dada pelo mercado segurador ao desenvolvimento econômico e social do Brasil. Entretanto, disse que ainda há muito a ser feito, destacando os desafios em relação aos grandes riscos, bem como em relação ao combate ao mercado marginal, que, segundo ele, cresceu muito e tem lesado milhares de brasileiros, alertando para a necessidade de união “para que essa guerra não seja perdida”.

Vergílio também afirmou acreditar que a reforma da Previdência irá acontecer e permitirá que o Brasil volte a crescer, trazendo uma série de oportunidades para o mercado segurador que, com “força, coragem, união, resiliência e produtos inovadores e inclusivos”, ampliará sua base de consumo.

A necessidade de se demonstrar os benefícios e a importância do seguro

O presidente do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Mauro Batista, afirmou que “o Brasil só será forte se suas instituições forem fortes”, afirmando ver a instituição do seguro no Brasil sempre conseguindo superar os desafios impostos com grande determinação. E entre os desafios colocados, afirmou que o maior é o da educação, sendo necessário que o mercado demonstre à sociedade e ao Estado brasileiro os benefícios e a importância do seguro, algo que, segundo ele, a CNseg e seu presidente já vêm fazendo com afinco.

A modernização regulatória na Saúde Suplementar

Encerrando as falas da noite, o presidente da ANS, Leandro Fonseca, afirmou que, frente às demandas em prol das soluções para os problemas do setor de Saúde Suplementar, que atravessa um momento de conjuntura econômica bastante sensível, “já estamos vivendo, e vamos viver com mais intensidade ainda”, uma fase de modernização regulatória na Saúde Suplementar, que será formalizada na Agenda Regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar para o próximo triênio.

“É preciso ter uma regulação mais adequada, de forma a contribuir para um setor mais eficiente e, consequentemente, para o desenvolvimento da economia e do País”.

Fonte: CNSeg

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