Sindicato das Seguradoras
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O presidente do SindSeg MG/GO/MT/DF, Augusto Frederico Costa Rosa de Matos, participou, nos dias 4 e 5 de setembro, da Conseguro, evento promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) no Centro Internacional de Convenções do Brasil em Brasília (DF).

“As novas fronteiras no desenvolvimento” foi o tema do evento, que discutiu como as mudanças econômicas e os novos hábitos de consumo são desafiadores e oportunos para o ambiente corporativo. Dentre assuntos do evento estavam os debates sobre tecnologia e inovação, infraestrutura, educação e previdência, atuária, controles internos, seguros inclusivos, sustentabilidade, diversidade, proteção do consumidor, entre outros.

“Participar deste evento é fundamental para o enriquecimento pessoal e profissional. A Conseguro reuniu especialistas de várias áreas e gerou conteúdo relevante para o setor. As experiências e as informações compartilhadas nestes dois dias foram muito respeitosas e podem ser aplicadas em prol do desenvolvimento” frisou Augusto.

No primeiro dia do evento, as autoridades destacaram o bom desenvolvimento do mercado e a importância para a economia brasileira. Na ocasião, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, lembrou que o país é a nona economia do mundo, mas ainda figura na 50ª posição quando se trata do gasto per capita de seguros.

Ele reafirmou que o setor quer estar no centro das políticas públicas, como acontece em várias partes do mundo. “O setor já representa o equivalente a 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e soma R$ 1,3 trilhão em garantias financeiras. Isso torna as seguradoras, em conjunto, um dos maiores investidores institucionais do país, com ativos que equivalem a cerca de 25% da dívida pública brasileira”, disse.

Outro destaque foi o painel “Seguros – a economia digital ampliando suas fronteiras”, que teve como palestrante Gustavo Robichez, professor da PUC-Rio e, como debatedores, os presidentes da FenaSaúde, João Alceu de Amoroso Lima, e da SulAmérica, Gabriel Portella, além da moderação do economista Luiz Roberto Cunha, decano da PUC-Rio.

Na ocasião, Robichez afirmou que o digital servirá de liga para refundar o mercado, mas que o meio físico não pode ser esquecido. “O caminho digital, porém, não é um porto seguro e as seguradoras deverão continuar a experimentar soluções, lidando com erros e acertos em seus modelos de negócios. Ainda segundo os participantes, o setor deverá incorporar à sua rotina operacional tecnologias como Ciências de Dados, Blockchain e Internet das coisas.

Seguro desemprego na iniciativa privada

A Superintendente da Susep, Solange Vieira, fez uma apresentação no 9º Conseguro, intitulada “Brasil – Já começa a dar certo”. Ela afirmou que a inclusão social é uma meta, inclusive, que beneficia muito o governo.

“Todos nós estamos correndo para nos adaptarmos. A Susep, como todo órgão do governo, tem limitações, mas estamos avançando. A apólice eletrônica é a tônica”, disse. Segundo Solange, no Brasil, considerando o SUS, o INSS e o Seguro Desemprego, a participação do seguro público no seguro é maior que a do privado. “Temos de rever isso, trazendo para a iniciativa privada proteções como o seguro desemprego”.

Sobre o funcionamento do mercado segurador do Brasil, comparando-o com o do resto do mundo, Solange disse ter duas certezas: há muito potencial para o setor crescer e é preciso trabalhar melhor a educação da população sobre riscos.

Ela disse ainda que a Susep tem buscado incentivar as seguradoras a elevar a qualidade dos serviços prestados e a redução dos preços praticados. Ela apresentou um estudo comparando o Brasil com outros países em relação às taxas de administração e de corretagem. “Estamos muito acima do que vemos no mundo e precisamos melhorar esses dois indicadores”.

Segundo dia de evento

“Infraestrutura, o seguro na agenda para o crescimento” e “Educação – como preparar a sociedade de longevidade e de reforma da Previdência Social” foram alguns dos painéis realizados no segundo dia da Conseguro. O primeiro contou com a participação de Antonio Trindade, presidente da FenSeg; Rodrigo Belloube, diretor da Fenaber; Leonardo Deeke Boguszewski, CEO da Junto Seguros; e Renato Sucupira, presidente da BF Capital. Já o segundo, com o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Economia, Leonardo Rolim; pelo professor Naercio Menezes Filho, do Insper, tendo como debatedores Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi, e Marcelo Farinha, presidente da FenaCap, com mediação a cargo do jornalista e economista George Vidor.

Também naquele mesmo dia foram debatidos os desafios na precificação do seguro em saúde no 6º encontro Nacional de Atuários, com presença da diretora do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), Raquel Marimon; do sócio do Penteado Mendonça e Char Advocacia, Antonio Penteado Mendonça e do sócio da Maravilha Atuarial Consultoria, Paulo Ferreira.  “Não há seguro mais complexo em termos de precificação do que o seguro saúde”, disse Paulo Ferreira que ainda completou: “é necessário levar em consideração todas as limitações legais, técnicas e mercadológicas que envolvem o seguro saúde”. Dentre elas, o maior risco político e judicial, o elevado número de variáveis de incertezas, a frequência de sinistros, problemas de antisseleção e, ainda, o Rol de Procedimentos e Coberturas determinados pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

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