Sindicato das Seguradoras
31 3271.0770

A chegada das férias, para muitos motoristas, implica em levar o carro para uma revisão, visando viagens tranquilas. Apesar da boa intenção, quem age dessa forma não está cuidando do veículo do modo mais apropriado: as paradas para manutenções preventivas devem ser pautadas pelo manual do proprietário, e não pelos recessos.

“O carro não sabe se é ou não período de férias. Independentemente da época do ano, o proprietário deve mantê-lo sempre dentro do plano de manutenção previsto pelo fabricante”, diz Ricardo Dilser, consultor técnico do Grupo Fiat-Chrysler Automobiles. O especialista explica que todas as montadoras estipulam prazos fixos para as revisões dos veículos, de acordo com tempo e quilometragem. Elas podem ocorrer, por exemplo, anualmente ou a cada 10 mil quilômetros, embora cada modelo tenha um plano específico.

Seguir essas instruções é garantia não só de tranquilidade, mas também de economia, uma vez que o motorista evita trocas desnecessárias de componentes. “O manual serve como ferramenta inclusive para o proprietário não ser enganado nas oficinas”, destaca Dilser.

Para Jefferson Oliveira, membro da Comissão de Segurança Veicular do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), fazer as revisões de acordo com a recomendação da montadora é fundamental. “Quando o proprietário não dispuser do manual de seu veículo, pode consegui-lo junto ao respectivo fabricante; em último caso, deve procurar um mecânico de sua confiança e, juntos com ele, elaborar um plano de manutenção preventiva”, aconselha.

Oliveira pontua que manter o veículo com a manutenção em dia é essencial principalmente para a integridade física de seus ocupantes: “O que deveria motivar a correta manutenção do veículo é a segurança, pois, como sabemos, um veículo em mau estado de conservação, e neste ponto não me refiro somente a veículos mais velhos, está mais sujeito a causar acidentes”. Como fatalidades no trânsito não ocorrem apenas durante as férias, o melhor é não esperar por elas para revisar o carro.

Pneus requerem atenção constante do motorista

Como o desgaste dos pneus varia muito de acordo com o tipo de utilização do veículo e com o estilo de condução do motorista, é mais difícil determinar intervalos para trocá-los. Por isso, eles merecem atenção constante. Verificar se eles estão em boas condições é algo simples, que o próprio dono do carro pode fazer: basta olhar o TWI (sigla para tire wear indicator), um ressalto perpendicular aos sulcos das banda de rodagem: se os dois estiverem no mesmo nível, a vida útil chegou ao fim.

De acordo com a Pirelli, a profundidade mínima desses sulcos é de 1,6 mm e foi definida por órgãos reguladores internacionais. Quando esse limite é ultrapassado, o pneu está careca e não tem mais capacidade de escoar a água em piso molhado. A fabricante recomenda também fazer o rodízio dos componentes, passando os do eixo dianteiro para o eixo traseiro e vice-versa, a cada 10 mil quilômetros. “Esse procedimento aumenta a durabilidade e mantém o carro mais equilibrado”, diz Alexandre Moro, piloto de testes da Pirelli.

Todavia, andar com pneus novos não basta: é preciso mantê-los também calibrados. “A cada 10 ou, no máximo, 15 dias, o proprietário deve conferir a pressão”, recomenda Moro. Ele adverte que não é o fabricante dos pneus que determina a calibragem, e sim o do veículo: “os valores corretos para cada carro constam no manual do proprietário”, esclarece.

O piloto de testes da Pirelli explica os problemas de circular com a calibragem fora das especificações: “usar a pressão abaixo do indicado aumenta o desgaste dos pneus, o consumo e a possibilidade de aquaplanagem; pressão excessiva faz o carro rodar mais desconfortavelmente e sobrecarrega os sistemas de suspensão e direção”, adverte. (AC)

 Fonte: O Tempo
Crédito da foto: Fernanda Carvalho

Ano

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER E OUTRAS NOVIDADES