Sindicato das Seguradoras
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“Hipercentro: uma nova barragem?” foi o tema de palestra realizada no dia (26/09) no auditório do Sindicato das Seguradoras (SindSeg MG/GO/MT/DF), na capital mineira. Na ocasião, cerca de 70 profissionais do mercado de seguros conferiram os resultados de estudo encomendado pelo Sindicato que avaliou o estado dos imóveis do hipercentro de Belo Horizonte no que diz respeito às condições preventivas e de segurança contra incêndio.

 A palestra foi ministrada pela diretora da Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA Brasil), Angélica Carlini, responsável por compilar os dados extraídos para elaboração da pesquisa. Para o desenvolvimento do estudo, foram feitas visitas técnicas em imóveis do hipercentro da capital, conduzidas por engenheiro especializado, para identificar os riscos de incêndio.

“Nas inspeções, não foram identificadas condições essenciais para o gerenciamento do risco, como a definição da rota de fogo, o armazenamento irregular de combustíveis líquidos e gasosos, o controle da fiação elétrica e dos sistemas de proteção contra descargas elétricas. É importante ressaltar, também, que todos esses fatores estão contemplados no Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento obrigatório pela Lei Estadual 14.130/2001 e pelo Decreto Estadual 49.595/2014. Ou seja, existem normas que deveriam ser cumpridas sem improviso ou inadequações”, enfatiza o presidente do Sindicato, Augusto Frederico Costa Rosa de Matos.

Resultados 

“Quase todos os imóveis apresentaram riscos de incêndios iminentes, porém, passíveis de serem gerenciados, ou seja, há possibilidades de correções para que eles não aconteçam. É preciso se atentar para o fato de que é preciso prevenir e gerenciar riscos”, afirma Carlini.

Dentre as irregularidades encontradas pelo estudo estão a ausência de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA); a presença de ligações elétricas com fios desprotegidos; extintores vencidos e instalados em locais inadequados; o uso de telhas translúcidas combustíveis e os riscos de desprendimento e queda de rebocos de paredes externas nas calçadas. O estudo também reforçou a importância de os imóveis manterem o AVCB em dia, como forma de evitar incêndios.

Opinião

 O presidente da Comissão Técnica de Seguros de Ramos Elementares, Geraldo Pereira Filho, foi um dos participantes da palestra. Ele elogiou a iniciativa e destacou a relevância do tema para os profissionais do setor. “Temos um olhar crítico aos riscos, principalmente aos empresariais. É fantástico que o SindSeg inicie um trabalho para que a sociedade tenha um hipercentro mais seguro. Agora é hora de refletirmos e colocarmos em prática os ensinamentos trazidos pela palestra”, diz.

A opinião é compartilhada pelo corretor Vicente Santos. “O hipercentro é uma bomba relógio. Parabenizo o Sindicato por despertar para o mercado e os corretores a relevância deste tema”, afirma.

Além dos profissionais do mercado, o evento foi prestigiado por especialistas de outras áreas. É o caso do engenheiro de produção especialista em segurança e incêndio, Thiago Ferreira. “Infelizmente, os riscos do incêndio são negligenciados pelos responsáveis das edificações, pois não há uma cultura consolidada de auto segurança. Prova disso é que a maioria dos responsáveis só executa os trabalhos e as manutenções de forma reativa, quando o incêndio ou o sinistro já ocorreu. Entretanto, o correto é realizar manutenções preditiva e preventiva, as quais reduzem a probabilidade de eventos inesperados e proporcionam maior confiabilidade e segurança”, comenta.

Confira aqui a cobertura fotográfica do evento.

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