Evolução das exportações no estado impulsiona o pagamento de seguro do embarcador internacional
O mercado segurador mineiro mensura os impactos da evolução das exportações em 2025, quando Minas Gerais alcançou um recorde histórico. Segundo os dados mais recentes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), as indenizações de seguro de carga para embarcador internacional no estado alcançaram R$ 17,8 milhões entre janeiro e outubro de 2025 – período em que Minas movimentou US$ 37,3 bilhões em vendas ao exterior.
O número representa um crescimento de 452,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento expressivo no estado ficou bem acima da média do país, que registrou alta de 111,1% no mesmo intervalo. Ao todo, as indenizações ao embarcador internacional no Brasil totalizaram o pagamento de R$ 392,3 milhões entre janeiro e outubro de 2025.
O Seguro do Embarcador Internacional protege mercadorias transportadas para outros países, seja por navio, avião, caminhão ou trem. A modalidade cobre prejuízos como danos causados por acidentes, mercadorias extraviadas ou até perdas completas durante o trajeto.
Segundo a CNSeg, o movimento indica um descompasso entre o volume de sinistros e o ritmo de arrecadação de prêmios, que permanece estável ou abaixo do necessário para acompanhar a complexidade crescente das operações.
O diretor vice-presidente do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Alexandro Barbosa, explica que a combinação entre maior fluxo de cargas e maior valor agregado dos produtos exportados ajuda a explicar o resultado.
“À medida que as cadeias sofrem pressão adicional, especialmente nos corredores rodoviários que conectam Minas aos portos do Sudeste, aumentam também as exigências por rastreabilidade, segurança e eficiência nos seguros contratados pelas empresas”, disse.
Além disso, aponta Alexandro Barbosa, o aumento das indenizações não ocorre de forma isolada. A evolução acompanha o dinamismo econômico do estado.
O crescimento dos embarques amplia a exposição a riscos logísticos típicos, como avarias, furtos e perdas operacionais, o que exige ajustes contínuos nos modelos de precificação e nas políticas de prevenção adotadas pelas seguradoras e pelos embarcadores.
Fonte:
Estr

