Ações conjuntas de seguradoras e corretores buscam auxiliar consumidores e facilitar o pagamento das indenizações
O Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (Sindseg MG/GO/MT/DF) e o Sindicato dos Corretores de Minas Gerais (Sincor-MG) já iniciaram uma série de ações conjuntas para mitigar os impactos das fortes chuvas que atingem a Zona da Mata e, mais recentemente, o Norte de Minas Gerais. As entidades mobilizaram tanto ações humanitárias quanto uma força-tarefa operacional para acelerar o pagamento de indenizações aos segurados afetados.
As seguradoras que atuam nas regiões atingidas implementaram um regime especial de atendimento. Peritos foram deslocados para os municípios afetados e a análise digital de danos passou a ser adotada para agilizar os processos.
De acordo com a presidente do Sindicato Regional das Seguradoras, Andreia Padovani, o prazo médio para pagamento das indenizações tem sido de até 48 horas após a abertura do sinistro, a depender da seguradora e da complexidade do caso. Centenas de avisos de sinistro relacionados a alagamentos e enchentes já foram registrados, e a expectativa é de que esse número aumente nos próximos dias.
O atendimento emergencial será mantido enquanto perdurar a situação crítica nas cidades atingidas. Um representante do sindicato permanece na Zona da Mata para acompanhar a evolução dos impactos e apoiar a articulação entre seguradoras e corretores.
De forma coordenada, os corretores estão fazendo uma busca proativa de segurados que podem ter sido afetados. Tanto as seguradoras quanto os corretores estão procurando os clientes para realizar os processos indenizatórios ao invés de esperar. “Como muita gente está sofrendo, acaba nem lembrando do seguro, então estamos trabalhando proativamente na identificação dos prejudicados para acelerar as indenizações. As seguradoras estão sendo muito atenciosas, cuidadosas e responsáveis com os clientes, exigindo o mínimo de documentos necessários, o que tem simplificado muito os processos”, afirma Gustavo Bentes, presidente do Sincor MG.
Apoio às famílias não seguradas
Além da atuação contratual, as entidades também promovem ações solidárias. Segundo Padovani, parte significativa das residências atingidas está localizada em áreas irregulares, o que muitas vezes dificulta a contratação de seguro.
Para atender essas famílias, o sindicato coordena campanha de arrecadação de itens de primeira necessidade, como alimentos, produtos de higiene e limpeza. O Sincor-MG, por sua vez, concentra esforços na arrecadação de recursos financeiros destinados a doações emergenciais.
O presidente do Sincor-MG alerta, contudo que a maior parte das pessoas não tem contrato de seguro e que as companhias, aliadas aos corretores, têm buscado entender o que podem fazer, já que grande parte dos automóveis e imóveis sem seguro precisam de serviços para ajudar na solução de problemas, como tirar carros debaixo de entulhos e destroços. “Seguradoras e corretores estão trabalhando de forma voluntária para oferecer, com gratuidade e dentro dos limites das possibilidades de atendimento, ajuda à população, afirma Bentes.
Projeto “Cidades Protegidas”
Gustavo Bentes, destacou ainda o avanço do projeto “Cidades Protegidas”, iniciativa que busca ampliar o debate sobre gestão de riscos e proteção social diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos.
O projeto prevê diálogo com o poder público municipal e entidades locais para mapear vulnerabilidades e ampliar o acesso da população a soluções de proteção, como seguros de morte acidental, assistência funeral e serviços de telemedicina.
Segundo as entidades, a proposta é contribuir para que os municípios mineiros estejam mais preparados para enfrentar eventos climáticos severos, combinando prevenção, informação e mecanismos de proteção financeira.
Fonte: CNSeg

