Sindicato das Seguradoras
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Discutir assuntos que impactam o cotidiano dos profissionais que atuam no mercado de seguros. Esse é o principal objetivo da série de bate-papos promovidos virtualmente pelo SindSeg MG/GO/MT/DF. O mais recente ocorreu hoje, quinta-feira (3/12), e abordou os riscos cibernéticos. O convidado foi o professor da GVLaw e da Escola Nacional de Seguros e também coordenador da Comissão de Linhas Financeiras da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Flávio Sá.

A iniciativa foi idealizada pela Comissão Técnica de Seguros de Ramos Elementares do Sindicato. “Nada mais oportuno que abordar os riscos cibernéticos neste momento em que a tecnologia se faz ainda mais presente em nossas vidas em virtude do distanciamento social imposto pela pandemia”, comentou o presidente da entidade, Marco Neves.

Além do protagonismo dos recursos tecnológicos neste “novo normal”, espera-se que a procura por seguros de riscos cibernéticos aumente ainda mais nos próximos anos. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que entre os meses de janeiro e maio houve um crescimento de 46% em relação ao mesmo período do ano passado.

Aliada a essa evolução, há ainda os impactos trazidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em vigor no país desde setembro, ela visa trazer mais proteção aos dados das pessoas, assegurando o correto uso deles e a punição para casos de vazamentos ou uso inadequado das informações. “Assim, o cenário atual é oportuno para fortalecermos ainda mais esta modalidade de seguros que resguarda não só os segurados mas também prepara as empresas para responderem com agilidade caso ataques ocorram”, disse o presidente da Comissão, Geraldo Pereira Filho.

Mais comuns e elaborados

Os ataques cibernéticos têm se tornado cada vez mais frequentes e sofisticados e, com a pandemia, se intensificaram. Um mito, segundo Flávio, é associá-los apenas ao vazamento de informações. “Eles também inviabilizam o acesso às informações, o que é hoje vital para as atividades de muitas empresas e indústrias”, disse.

A prática do bloqueio de informações, conhecida ransomware, é, inclusive, a mais comum delas.  Nela, o hacker inviabiliza o acesso aos dados, liberando-o apenas mediante o pagamento de um valor em criptomoedas, extorquindo, portanto, as vítimas. “Dos 11 maiores ataques virtuais ocorridos neste ano sete se enquadraram nesta categoria”, informou.

Outra modalidade recorrente é o phishing/vishing/smishing. Através de contato telefônico ou virtual, o criminoso engana as vítimas para obterem informações confidenciais. “Cerca de 95% dos ataques virtuais começam desta forma”, disse. Por isso, o recomendado é ser cauteloso e não clicar em links suspeitos.

Ainda de acordo com o palestrante, a deep web – ambiente virtual onde não é possível rastrear as atividades dos usuários – potencializa a atuação de grupos criminosos que agem motivados por dinheiro e por questões ideológicas e políticas.

 

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