Sindicato das Seguradoras
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Cereais, frutas, legumes e cortes de carne dos mais diversos tipos podem ser saboreados em nossas mesas em todas as épocas do ano. E essa fartura é consequência do crescimento contínuo no agronegócio no Brasil. Estima-se que hoje ele responda por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), posicionando-o como protagonista do desenvolvimento econômico e social do país.

Historicamente, o Brasil é destaque neste segmento e os frutos colhidos são resultado da dedicação dos produtores rurais que apostam na inovação e na tecnologia para gerir e otimizar os seus negócios. E, paralelamente a estes aportes, é fundamental contratar o seguro rural para proteger as lavouras dos prejuízos causados pelas intempéries.

De acordo com levantamento do SindSeg MG/GO/MT/DF, o valor pago em prêmios cresceu 486% na última década, conforme dados extraídos no site da Susep em agosto. A alta também se confirmou em 2020, quando foi registrada uma evolução de 35,4% naquele ano quando comparado a 2019.

No entanto, apesar do significativo “boom”, ainda há muito para explorar. Estudo da MDS Brasil, corretora presente em 110 países, revela que apenas 10% da área cultivada no país estão seguradas. Nos Estados Unidos, líder de contratação deste produto, 90% das plantações estão cobertas.

A liberação de cerca de R$ 251,2 bilhões no Plano Safra 2021/22, montante 6,7% maior que o do período anterior, promete aquecer ainda mais a procura pelo seguro rural. “Isso pode ocorrer, já que, quanto maior a facilidade e o volume do crédito, melhores serão as taxas de comercialização dos seguros, ou seja, mais os riscos estarão diluídos”, analisa o vice-presidente da Comissão Técnica de Seguros de Seguros de Ramos Elementares do Sindicato, Guilherme Brant.

Proteção contra eventos climáticos

Especialmente nos últimos anos, o seguro rural tornou-se um aliado dos produtores, pois o aquecimento global tem provocado mudanças climáticas em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, as últimas frentes frias provocaram neve e geadas, causando prejuízos do Rio Grande do Sul até Minas Gerais.

Além de tranquilidade para o homem do campo, o seguro rural é estratégico para a nossa economia. “Ele garante a indenização de muitas famílias, permitindo que elas possam continuar com suas lavouras. Sem esta garantia, a longo prazo, poderiam ocorrer êxodo rural e escassez de alimentos para a população”, disse Guilherme.

Quando comparamos a produção de prêmios por estado, o ranking fica para o Rio Grande do Sul (19,7%), o Paraná (18%) e São Paulo (16,6%).

Regiões de atuação do Sindicato

As áreas de atuação do SindSeg também têm participação expressiva. Atualmente, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso correspondem a, respectivamente, 9,3%; 7,9% e 6,4% da produção de prêmios. O representante do Sindicato no Mato Grosso, Marco Aurélio Vita, acredita que as mudanças climáticas têm contribuído para a maior procura do seguro, principalmente para proteger as culturas de soja, que correspondem a 70% das lavouras da região.

Já Goiás é também famosa pela soja, bem como pelo milho e pela cana-de-açúcar. Wagner Bisi, representante da entidade no estado, também acredita que os riscos trazidos pela estiagem e seca favoreceram o fortalecimento do seguro rural. “Ele mitiga as perdas financeiras provocadas por eventos climáticos severos e possibilita o recomeço diante de perdas parciais ou totais da produção. Em regiões onde o agronegócio é a maior fonte de renda, o seguro garante os empregos, a economia e o sustento das famílias”, afirmou.

Além disso, o incentivo do governo voltado a programas de subvenção aos prêmios deste seguro tem sido decisivo. “Esse apoio saltou de R$ 443 milhões em 2019 para R$ 924 milhões em 2021, o que fortalece a ideia de que o produto é indispensável para que os agricultores continuem atuando”, comentou Vita.

 Vantagens e valores

O produto cobre a perda de produtividade da lavoura em decorrência de prejuízos ocasionados por fenômenos climáticos, como granizo e geadas, e riscos decorrentes do excesso de chuvas e estiagem. Uma vez que o ano agrícola é composto pelas safras de verão e inverno, há uma sazonalidade na comercialização dos seguros, como explica Marco Aurélio: “como a primeira inicia o plantio em abril, a contratação começa em março e abril e costuma encerrar até novembro. Já a segunda, cujo plantio ocorre em janeiro, costuma iniciar em novembro do ano anterior e finalizar até março”.

Os valores do produto variam de acordo com a região, a cultura e o tamanho da propriedade. No entanto, para lavouras subsidiadas por programas do governo federal, há uma redução de cerca de 25% do preço. Outro ponto importante é que as seguradoras só garantem o pagamento das indenizações de propriedades que estejam de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), estudo que visa diminuir os riscos da atividade. “Trata-se de um conjunto de informações lastreadas pelo Ministério da Agricultura que indicam quando, quando e como determinada cultura deve ser plantada”, informou Guilherme.

Glossário

Com o intuito de facilitar o entendimento sobre as especificidades do seguro rural, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) idealizou o Glossário Agrícola desenvolvimento pelo Grupo de Trabalho de Assuntos Regulatórios da entidade. O material pode ser conferido clicando aqui.

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