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A pandemia potencializou o surgimento de doenças mentais  

Tão importante quanto cuidar do corpo é cuidar da mente. Desde 2014, o mês de setembro é dedicado à prevenção do suicídio, mas a atenção à saúde mental deve ser diária.  Estima-se que, todo o ano, são mais de 12 mil vítimas apenas no Brasil e a maior parte está relacionada a transtornos psicológicos.

Especialmente nestes tempos tão desafiadores e atípicos, onde nossas rotinas ainda estão impactadas pelas limitações impostas pela Covid-19, o apoio das organizações aos colaboradores é fundamental. É o que destaca o especialista em Recursos Humanos e Gestão Estratégica de Pessoas da Consultoria Lucros, Rodrigo Maia.

Ele acredita que a pandemia potencializou os sentimentos de medo, ansiedade, tristeza e insegurança nas pessoas. “O excesso de autocobrança por resultados e o despreparo de alguns gestores para lidar com esta nova realidade contribuíram para este cenário”, comentou.

Além disso, a sensação de vulnerabilidade ao vírus e o receio de perder a própria vida e a vida de pessoas próximas também fizeram com que muitos sintomas típicos de doenças mentais viessem à tona. “Antes da pandemia, as pessoas escondiam esses sinais, pois temiam o preconceito e a perda do emprego. No entanto, hoje, mesmo na segurança de casa, esses indícios ainda persistem e, muitas vezes, podem estar potencializados”, explicou.

Quais são os principais sinais?

Em meio a tantas dificuldades trazidas pela pandemia, como reconhecer os sinais de que a sua saúde mental não vai bem? De acordo com Maia, perda de sono, distúrbios alimentares e diminuição da produtividade são alguns deles: “o nosso corpo é programado para emitir vários ‘alarmes’, mas eles só serão percebidos se estivermos atentos”.

Outra dica é apostar no autoconhecimento, já que cada pessoa pode reagir de forma diferente às situações. “Perceba suas reações e aquilo que te faz bem”, ensinou. Caso precise de tratamento, não hesite em procurar ajuda especializada de um psicólogo ou psiquiatra. “Fuja daquelas pessoas que se julgam entendidas sobre o tema. O tratamento de doenças mentais deve ser feito de forma profissional”, aconselhou.

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